7 erros que os viajantes cometem e o que aprender com eles

foto koh-chang-crew

Quanto mais se viaja mais se aprende a viajar. Não há “regras” propriamente, mas maneiras de aproveitar melhor o tempo durante a viagem. É quando, diz-se, muda-se o “status” de mochileiro novato para viajante experiente. Ao longo do caminho, vão-se aprendendo coisas que transformam o jeito de encarar uma viagem ou, há quem diga, a própria vida.

A seguir, AEIOU e Hostelworld, o site líder em hostels e hospedagem barata pelo mundo, lista 7 exemplos de erros comuns que os viajantes cometem, e o que pode-se aprender com eles, e tornar as viagens ainda mais especiais.

Erro #1: Ater-se à uma rota pré-definida

O que aprender com ele: seguir as pessoas, não os lugares

Sortudos são os que não têm prazos para cumprir e podem esticar ou encurtar as viagens conforme lhes convém. A melhor coisa é mesmo não TER que ficar quatro dias em tal cidade, mesmo sem gostar nem um pouco do lugar, só porque estava “programado”. Ou vice-versa: a “agenda oficial” previa tantos dias em um lugar, mas no meio do caminho aparecem pessoas interessantes o suficiente que façam valer a pena prolongar a estadia. Ou que possam indicar outros lugares ao redor para visitar. Resumo da história: vale mais seguir as pessoas, do que os lugares.

Erro #2: Obedecer às suas inibições

O que aprender com ele: apenas diga “sim” – aceite convites

Na mesma linha do primeiro item: quando se viaja sozinho, tem-se a oportunidade de fazer coisas que normalmente não se faria, de deixar de lado suas inibições e “seguir o fluxo”. Imagine a cena: está a chegar ao hotel, prestes a fazer o check-in, quando chega uma rapariga (ou um gajo), na mesma situação, e convida a dividir o quarto para economizar dinheiro. Aceita, ficam amigos, marcam e fazem passeios e viagens incríveis. Bem diferente da rota de museus e igrejas que tinha programado (e talvez nunca chegue a conhecer), mas com experiências que trarão lembranças únicas para sempre. Isso pode acontecer com frequência, quando encontra-se outros viajantes pelo caminho, que estão indo para lugares que talvez nunca ouviu falar, mas que podem reservar boas surpresas. Tudo dentro da segurança e bom senso, claro.

Erro #3: Irritar-se quando algo dá errado

O que aprender com ele: aproveite o momento

Sim, a viagem de avião pode atrasar. Sim, os trajetos de autocarro entre uma cidade e outra podem durar algumas horas a mais do que o previsto. E é bem provável que não haja o seu tipo de geleia preferido no pequeno-almoço do hotel. Enquanto a maioria reclama, estressa-se e briga com os responsáveis, seria de bem maior valia relaxar e aproveitar o momento – deixe para ater-se às regras e costumes do cotidiano quando voltar para casa e à sua rotina de vida. Utilize, por exemplo, as horas de espera entre uma viagem a outra para observar e investigar os hábitos locais, provar a comida local, conversar e praticar o idioma etc… Será uma experiência bem mais enriquecedora.

Erro #4: buscar a “melhor época” para viajar

O que aprender com ele: viajar fora das altas temporadas

Se os compromissos pessoais e calendário de férias permitirem, prefira sempre viajar fora das altas temporadas (verão, datas comemorativas etc.). Para começar, as passagens aéreas são sempre bem mais baratas. E há maior disponibilidade e melhores preços nos locais de acomodação também. Tudo bem que poderá pegar algumas “temporadas chuvosas” ou de temperatura não tão “ideal”. Mas tudo será compensado com menos gente a disputar os espaços consigo – menos horas de filas de espera ou quem sabe até ter um lugar especial só para fazer aquela foto incrível com exclusividade.

Erro #5: não se tornar um viajante snobe

O que aprender com ele: não excluir ou evitar destinos turísticos

Sempre tem aquele que diz que não vai a tal lugar porque é “muito turístico”. Ok, pode-se não gostar especialmente de multidões ou de pagar muito mais por algo que sabe-se está a ser cobrado mais por causa da localização. Mas não faça pouco de quem, por exemplo, faz questão de subir no topo da Torre Eiffel, ou de andar na London Eye, ou de chegar bem perto do Cristo Redentor. Não seja um viajante esnobe. Faça o que você tem vontade, vá conhecer aquilo que você sonha, tem vontade, mesmo que acabe por decepcionar-se um pouco depois. A vontade e a frustração de não ter ido depois, será bastante pior.

Erro #6: achar que seguro de viagem é chato e desnecessário

O que aprender com ele: garantir a cobertura sempre

Quem já não contou vantagem a dizer que viajou bastante e nunca pagou por um seguro de viagem? De fato, na grande maioria das vezes é um investimento do qual não vê-se qualquer “retorno”. Mas é só na hora da emergência que dá-se o real valor. Acidentes e infortúnios acontecem, e pouco há de fazer-se para prevenir. Perda da bagagem, cancelamentos de voos e hospedagem, gastos inesperados com hospitais e despesas médicas…. Tudo irá pesar muito mais no bolso sem um seguro, e a conta final do cartão de crédito fará qualquer um arrepender-se mortalmente de ter escapado do “temido” seguro.

Erro #7: não se preparar para o pior

O que aprender com ele: guardar seus pertences com segurança (cópia do passaporte etc.)

Ir com o dinheiro contado às vezes é uma necessidade, mas imagina se aparece uma despesa de emergência, como uma noite extra de hospedagem ou perde o voo e precisa remarcar (taxas e mais taxas!). Então ter um cartão de crédito é sempre uma segurança, ainda que seja melhor nunca usá-lo. Outra hipótese temível: ter a bolsa ou mochila roubadas, com todos os documentos essenciais dentro dela, incluindo o passaporte. Dor de cabeça garantida. Melhor então sempre “dividir o risco”: separa os cartões de débito/crédito do resto, e mantenha uma cópia do passaporte em separado.

Imagem: A imagem é genérica e foi-nos fornecida por um viajante, pelo que não necessita de direitos de autor.

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