CP reduz velocidade aos comboios entre Lisboa e Porto devido ao mau estado da via férrea

António ML Cabral / Wikimedia

A CP vai reduzir a velocidade aos comboios Alfa Pendular e Intercidades nas viagens entre Santa Apolónia e Campanhã para manter a segurança.

A partir de julho, os comboios Alfa Pendular e Intercidades vão circular mais devagar na linha do Norte, sobretudo no troço entre Ovar e Gaia, aumentando o tempo de viagem entre Lisboa e Porto entre sete a dez minutos.

Esta medida vai pouco afetar os comboios regionais e os suburbanos, dado que estes têm muitas paragens intermédias. Além disso, não deverá também afetar os tempos de percurso no sentido ascendente entre Lisboa, Coimbra e Aveiro.

No entanto, afetará toda a viagem no sentido norte-sul, dado que será nos arredores do Grande Porto que os comboios vão circular mais devagar, avança o Público.

Nos 32 quilómetros que separam Vila Nova de Gaia e Ovar, a velocidade máxima atual é de 140 quilómetros por hora – velocidade que será reduzida para 120 ou 110km/hora por motivos de segurança devido ao mau estado da via férrea.

Acresce ainda o facto de este troço entrar em obras de renovação, o que irá obrigar os comboios da CP a circular com ainda maiores restrições de velocidade. Estes constrangimentos vão tornar impossível o cumprimento dos horários atuais.

Em março, um relatório interno da CP avançava que mais de 60% da linha férrea nacional estava em maus estado e que a linha entre Ovar e Gaia era uma das que se encontrava em pior estado.

Ainda que haja uma intervenção na infraestrutura, este projeto (contemplado no Plano de Investimentos Ferroviários Ferrovia 2020), não constitui uma verdadeira modernização, mas sim um investimento de substituição.

A CP está agora a preparar uma comunicação para explicar por que motivo, 20 anos depois da inauguração do Alfa Pendular, o seu melhor serviço entre Santa Apolónia e Campanhã retrocede para os mesmos tempos de viagem de 1999.

Este retrocesso prova que a diminuição das distâncias entre Lisboa e Porto não é linear e prova ainda as imensas contradições da ferrovia em Portugal.

ZAP //

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