Chicago afunda-se. Está 10 centímetros abaixo do que estava há 100 anos

(CC0/PD) Pexels / Pixabay

No norte do Estados Unidos e do Canadá, várias áreas que estavam deprimidas sob uma enorme camada de gelo reaparecem, enquanto outras há que afundam gradualmente – esse é o caso da cidade norte-americana de Chicago.

Uma equipa de cientistas, citados pela Russia Today, calcularam que área de Chicago e que as partes da zona sul do Lago Michigan, onde os glaciares desapareceram há 10.000 anos, estão a afundar cerca de 10 a 20 centímetros século. Ou seja, afundam a um ritmo de dois milímetros por cada ano.

Como resultado, e tal como nota o jornal Chicago Tribune, várias estruturas construídas na metrópole norte-americana há mais de 100 anos estão já, pelo menos, 10 centímetros abaixo do que estavam nessa época.

Apesar de um ou 2 milímetros anuais parecerem pouco, destacam os cientistas liderados por Daniel Roman, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA, “é cerca de um centímetro por década“. Além disso, nota, se olharmos para o período de tempo de 50 anos, somam-se já vários centímetros.

Roman adverte que este é “um processo lento, mas persistente”. “Ainda podemos chegar a ver a terra a mover-se, mesmo que o gelo tenha abandonado Chicago há 10 mil anos”.

Os especialistas sublinha ainda que, a longo prazo, a imersão gradual da cidade poderá redefinir as planícies aluviais e obstruir canos de esgoto. Por outro lado, acrescentam, poderia também causa o aumento dos níveis de água dos Grandes Lagos.

A título de exemplo, a equipa nota que o extremo norte do Lago Michigan está a subir, enquanto que a restante área está a descer. Com o tempo, gera-se um efeito de inclinação, que implica níveis mais altos de água no extremo sul deste e de outros lagos do grupo.

Os cientistas aponta que, se o nível geral de água do Lago Michigan permanecer o igual, a frente do lago de Chicago será cerca de 10 centímetros mais alta no próximo século.

Este efeito é também observado noutras cidades localizadas na margem sul dos Grandes Lagos. E, neste sentido, Cleveland poderia sentir um aumento de 10 centímetros no nível da água do Lago Erie. Contudo, este efeito está longe de apenas afetar o norte da América: há várias cidades no mundo que enfrentam esse mesmo problema, incluindo, por exemplo o Teerão (Irão), Gouda (Holanda) e Jacarta (Indonésia).

ZAP //

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