Da fraude dos shots à cozinha “terrível”. As “armadilhas para turistas” em Lisboa

Baixa e Bairro Alto são as maiores “armadilhas” para quem visita a capital. Cuidado com os shots grátis e com certos restaurantes, fuja dos tuk-tuks e esqueça o gracias, alerta um expatriado americano a viver em Portugal.

“Se não quiser ser enganado”, eis o que não fazer em Lisboa.

Há estabelecimentos que são “autênticas armadilhas para turistas e que o vão enganar”. A maioria destas “armadilhas” não são propriedade de portugueses e ficam na baixa.

A cozinha? “Absolutamente terrível”. Muitos cobram “três ou quatro vezes” mais aos turistas do que num restaurante tradicional, de comida portuguesa autêntica.

Todos estes conselhos vêm de um expatriado norte-americano a viver em Portugal e são dirigidos aos turistas que vêm visitar o país. Dave, que conta com canal de Youtube Dave in Portugal, com quase 75 mil seguidores, partilha as suas experiências em terras lusas.

Outro problema que aponta são as tapas. O expatriado alerta para o facto de deixar petiscos, entradas ou, como em Espanha, “pintxos”, à mesa enquanto se bebe um refresco ou se espera pela refeição, se ter tornado uma tática dos estabelecimentos.

“É fácil pensar que são gratuitos. No Norte de Espanha, são grátis”.

Bairro Alto “duvidoso e louco” (e com shots enganosos)

Um dos maiores conselhos do expatriado para os turistas é que não fiquem “presos” ao centro da vida noturna lisboeta que é o Bairro Alto.

“Um pouco duvidoso e louco”, o conhecido bairro que junta centenas na freguesia da Misericórdia todas as noites também “aldraba” os turistas.

Os shots, muitas vezes oferecidos, são quase sempre apenas líquidos diluídos: “não valem a pena”, garante o youtuber.

“Há muitos bares que oferecem um shot se entrarmos. Mas aviso já: o shot é “barato e terrível, eles só estão a tentar que entremos no bar e compremos uma data de bebidas”, avisa.

Fugir dos tuk-tuks (e esquecer o “gracias”)

Outra dica do criador de conteúdo é fugir dos tuk-tuks. “São um roubo“, avisa — e não são o único transporte a evitar.

O elétrico 28, em Martim Moniz, é de evitar a todo o custo na opinião de Dave. “É muita gente e demoram-se horas para entrar, recomendo entrar noutra paragem como Campo de Ourique, na outra direção, está mais vazio”. Até por causa dos carteiristas, alerta.

O elevador de Santa Justa, diz, também é um “mega esquema“: para quê pagar cinco euros quando se pode andar à volta e ir à torre de graça, questiona.

Falar em espanhol? Proibido! “Vais parecer um idiota se disseres ‘gracias’ a alguém em Portugal. Mais vale falar em inglês”.

ZAP //



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