Sem turismo, Veneza “é uma cidade morta”

O turismo é um dos setores mais afetados pela pandemia de covid-19, que já infetou mais de 4 milhões de infetados em todo o mundo. Veneza, cuja economia vive essencialmente desta atividade, “é uma cidade morta” sem turismo.

O desabafo é de um gondoleiro da cidade italiana que, em entrevista à agência noticiosa AFP, recorda o impacto desta pandemia em Veneza a curto e longo prazo.

Sem turismo, Veneza é uma cidade morta (…) Mesmo que levantem as medidas de confinamento, quem quererá sair de gôndola? Apenas os estrangeiros, não os residentes”, disse à mesma agência o gondoleiro Mauro Sambo de 66 anos.

Em Itália, o turismo representa 13% do PIB e 15% dos empregos. Estes valores são bem mais altos em Veneza, cuja economia depende quase tontamente do setor.

“Cerca de 65% da população [de Veneza] trabalha no setor do turismo (…) O impacto do coronavírus tem sido muito forte, pois 85% dos turistas que visitam a cidade são estrangeiros”, disse à AFP Paola Mar, responsável deste setor na cidade italiana.

A mesma responsável acredita que se avizinha uma das piores crises da história recente, recordando que a União Europeia teve de pedir aos seus membros para que abrissem as fronteiras internas para evitar o colapso do setor do turismo.

“Começamos a receber pedidos para saber quando e como vir [até Veneza]”, diz otimista, recordando que está é “uma cidade aberta ao mundo”.

A pandemia do novo coronavírus já matou pelo menos 302.489 pessoas e infetou mais de 4,4 milhões em todo o mundo desde dezembro.

O número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que um grande número de países está a testar apenas os casos que requerem tratamento hospitalar. Entre esses casos, pelo menos 1.554.500 foram considerados curados.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada à covid-19 no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 85.906 óbitos em 1.417.889 casos. Pelo menos 246.414 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades dos Estados Unidos.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido, com 33.614 óbitos em 233.151 casos, a Itália com 31.368 óbitos (223.096 casos), a Espanha com 27.459 óbitos (230.183 casos) e a França com 27.425 óbitos (178.870 casos).

ZAP //

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