Turistas descuidados estão a destruir a árvore mais antiga do Reino Unido

O Teixo de Fortingall é a árvore mais antiga do Reino Unido e potencialmente de toda a Europa. No entanto, turistas descuidados estão a destruí-la aos bocados.

Para se ter uma ideia de quão antiga é esta árvore, é importante saber que ela já existia enquanto as Pirâmides e o Stonehenge ainda estavam a ser construídos. Com uns estimados 5 mil anos, a árvore cresceu dentro de uma igreja na vila de Fortingall, na Escócia. Agora, é visitada por milhares de turistas que vêm para ver a árvore milenária.

Segundo os cuidadores da árvore, a presença invasiva de turistas, que tentavam pendurar fitas nela, levou a que alguns dos seus galhos fossem arrancados.

O Teixo de Fortingall tem cerca de 16 metros de largura e sete metros de altura. Com o passar do tempo, segundo explica o All That’s Interesting, aparentemente cresceram troncos separados, que se dividiram e reuniram-se num grupo mais pequeno de árvores. Apesar de parecer bizarro, este comportamento é considerado normal.

Os cientistas não conseguem precisar quantos anos tem o teixo, uma vez que o interior da casca apodreceu, mas de acordo com cálculos feitos no século XIX, a árvore terá entre 2 mil a 5 mil anos.

A sua longevidade, contudo, pode estar agora sob ameaça dos turistas mais descuidados. Na tentativa de pendurar lembranças no teixo, alguns dos visitantes danificam a árvore e põe em risco a sua conservação.

Placa de metal do Teixo de Fortingall que, entretanto, foi derrubada por turistas.

O impensável aconteceu em 2015, quando a árvore “mudou de sexo”. O teixo, que durante muito tempo foi tido como “masculino” começou a dar frutos, uma característica que é típica de árvores “femininas”. Os cientistas ainda não conseguiram perceber totalmente o fenómeno, mas acreditam que esta “mudança de género” terá a ver com o stress ambiental.

É uma estratégia para a longevidade“, disse Brian Muelaner, presidente do Ancient Tree Forum, em declarações ao jornal britânico The Guardian. “O Teixo de Fortingall é tão fragmentado que se pode ter tornado sexualmente ambíguo”, acrescentou.

Num esforço para preservar o ADN da árvore, os seus cuidadores lançaram uma iniciativa chamada Church Yew Tree Project, que tem como objetivo criar e distribuir sebes de árvores de teixo noutros cemitérios.

“Se tivermos a sua progenitora, temos os clones a crescer noutro lugar. Assim, o ADN será protegido e salvaguardado, e teremos mais teixos importantes”, explicou Catherine Lloyd, coordenadora do Tayside Biodiversity Community Partnership.

ZAP //

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