Aldeia italiana envolta em polémica por cobrar 5 euros para entrar no centro histórico

A opção está longe de ser consensual, mas a pequena aldeia italiana de Polignano a Mare, localizada no topo de um penhasco, começou a cobrar aos turistas o acesso ao centro histórico.

O sistema de bilhetes foi lançado este mês e permanecerá em vigor até ao dia 6 de janeiro – o que significa durante toda a quadra natalícia. A entrada custa cinco euros, que é defendida pelo presidente do município como uma forma de atrair visitantes mesmo nos meses de inverno.

Há quem conteste, por considerar que se trata de taxar um espaço público, cujo acesso deve ser livre para todos. Os torniquetes instalados são uma “comercialização” inaceitável, afirmam alguns locais, entendimento que leva uma associação de defesa do património a ameaçar levar o caso a tribunal.

O bilhete não inclui apenas o direito de entrada. Dá direito a um pacote de pipocas, uma bebida, um donut e a algodão doce. “O objetivo é o de atrair turistas mesmo durante os meses de inverno”, disse Domenico Vitto. “Temos um grande número de visitantes durante o verão, mas depois a procura diminui para quase nada em outubro e a cidade está morta”.

A iniciativa, acrescentou ao The Telegraph, permite que “lojas, hotéis e restaurantes permaneçam abertos. Só no último fim de semana tivemos 30 mil visitantes”.

Polignano a Mare, na região sul de Puglia, não é o único lugar a defender a cobrança de bilhetes. Bem perto, em Alberobello, a opção está a ser também considerada, como forma de dar acesso a áreas menos exploradas na localidade.

Veneza, aliás, deu de alguma forma o exemplo, no início deste ano, ao instalar torniquetes para disciplinar o excesso de turistas, ainda que sem cobrar. Civita di Bagnoregio, no norte de Roma, cobra uma taxa de admissão de 5 euros aos visitantes. A entrada já foi mais barata, mas ao subir a tarifa, as autoridades garantem que a procura aumentou.

ZAP //

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